Desde 1987, Anouk Beerents é especializada na importação e exportação de espelhos antigos. Suas aquisições mensais compreendem uma seleção autêntica e de alta qualidade, em sua maioria de origem francesa e italiana, decorados com folha de ouro e prata. Seu ateliê (450 m²) fica numa fábrica restaurada no Prinsengracht, em Amesterdão, e abriga nossa coleção com mais de 300 espelhos dos séculos XVIII e XIX. Ao visitar, é possível estacionar o carro dentro do próprio ateliê.
Após a aquisição, os espelhos de Anouk são cuidadosamente examinados e, se necessário, restaurados em seu próprio ateliê. Toda restauração é realizada segundo técnicas tradicionais, utilizando colas animais, pigmentos terrosos e bolus. Se necessário, os espelhos são dourados com folha de ouro ou prata, sempre preservando o vidro antigo original.
RESTAURAÇÃO
Anouk adota sempre uma abordagem conservadora. Quando uma restauração é necessária, parte-se da pátina existente. O método varia em função da idade do espelho, mas uma coisa nunca muda: sua técnica de douração. "Restauramos os nossos espelhos antigos usando técnicas ancestrais e produtos tradicionais. A autenticidade é primordial!"
Os espelhos franceses do século XVIII são geralmente feitos de madeira de tília, que pode ser facilmente trabalhada. Inicialmente, várias camadas de gesso são aplicadas na moldura e nos ornamentos para cobrir imperfeições do entalhe, sendo completamente polidas a seguir. Depois utiliza-se bolus – mistura de cola animal com argila macia, naturalmente amarela, preta ou vermelha – para a douração. Diferentes tons de bolus destacam o ornamento e os perfis. Por fim, a folha de ouro é aplicada sobre o bolus e polida com ágata, conferindo ao ouro o seu brilho natural. No século XIX, a técnica de douração mantém-se, apenas a fabricação das molduras mudou. A madeira de tília continua como base, mas os ornamentos não são mais aplicados manualmente. Na restauração de espelhos oitocentistas, utilizamos esta mistura de gesso com cola animal. "O vidro original do espelho mantém o seu valor."
No nosso ateliê, preservamos sempre o vidro original do espelho. Os primeiros espelhos de vidro eram feitos de obsidiana, um vidro vulcânico escuro, que era inserido nas paredes para funcionar como espelho.
Na Idade Média, os espelhos eram produzidos a partir de esferas de vidro, como visto no espelho convexo do célebre quadro "Retrato dos Arnolfini" de Jan van Eyck (1434).
Cerca de 1500, descobriu-se uma técnica de produzir espelhos com mercúrio, que foi guardada em segredo durante anos, tornando-os extremamente valiosos. Uma herança veneziana de 1683, um espelho de 115 x 65 cm, valia três vezes mais do que uma pintura de Rubens.
O espelho de mercúrio dominou os ateliês durante quatro séculos. A camada refletora era constituída por cerca de 75 partes de estanho e 25 de mercúrio. Na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versailles, 17 arcadas foram preenchidas com painéis de espelhos – feitos pela Manufacture du Faubourg Saint-Antoine – um verdadeiro prodígio do século XVII. Não só devido às dimensões (um pequeno espelho custava uma fortuna), mas, acima de tudo, porque era possível observar-se por inteiro pela primeira vez!
O espelho prateado, criado pelo alemão Liebig em 1835, trouxe uma revolução: tornou-se possível fabricar painéis maiores, passando a ser usados de forma arquitetônica nos interiores.
REFERÊNCIAS
Anouk vende tanto nos Países Baixos como no estrangeiro, tratando também do envio. Algumas referências de prestígio nacionais e internacionais: sede principal de Tommy Hilfiger Europa, Tommy Hilfiger Florença, Ralph Lauren Chicago, Ralph Lauren Nova Iorque, Grandhotel Schloss Bensberg em Bergisch Gladbach/Colónia (Alemanha), Dylan Hotel Amesterdão, Waldorf Astoria Amesterdão, Pulitzer Hotel Amesterdão.