Um arquitecto com alma, assinatura e uma ousadia tranquila
Ao subir as escadas da moradia histórica junto aos canais de Amesterdão onde se encontra o atelier Kodde Architects, sente-se de imediato: este não é um estúdio de arquitetura comum. O murmúrio da água do lado de fora, o ranger dos soalhos antigos, a luz suave do norte sobre esboços e maquetes evocam uma atmosfera quente, humana. Tal como o trabalho de Hans.
A história de Hans começou no início dos anos noventa, na Academia de Arquitetura de Delft. Jovem, curioso, sempre a desenhar, nunca satisfeito com as ideias já pensadas. Em 1996 fundou o Kodde Architects, sem grandes anúncios ou ambições rígidas, apenas com a intenção de criar algo que faça sentido.
Um parceiro criativo de confiança para compradores de casas de luxo Baerz & Co
Muitos que adquirem uma casa através da Baerz & Co, acabam por procurar Hans. Uns chegam inseguros, outros cheios de sonhos elaborados. Hans ouve – e talvez aí resida a sua maior qualidade. Capta não só o que os clientes transmitem, mas o que verdadeiramente pretendem, as hesitações mascaradas pelas palavras e sonhos ainda por dizer.
Vai captando essas ideias, molda-as e devolve-as sob a forma de algo intemporal. Os clientes costumam dizer: "Compreendeu-nos imediatamente. O processo foi muito agradável. E o resultado parece sempre ter sido pensado para nós."
Onde história e inovação se unem com harmonia
Seja em reabilitações ou novas construções, Hans move-se com naturalidade entre ambas as áreas. Tem uma ligação profunda ao património e igual paixão pela inovação. Para ele, não são opostos, mas sim parceiros complementares.
Costuma dizer: "Quando permitimos que o antigo e o novo se sustentem mutuamente, criamos uma serenidade intemporal. Uma casa que respira."
A sua assinatura
Vidro que recolhe a luz como água entre os dedos, aço que define o espaço sem o fechar, madeira que mantém o silêncio acolhedor.
O seu minimalismo não é frio, mas límpido; não é vazio, mas fundamental. A sua obra cria espaços não apenas para viver, mas também para respirar e pensar.
Inatamente centrado no ser humano
Hans explica frequentemente que só dez por cento da arquitetura é desenhar de facto. O resto é diálogo, intuição, coordenação e o contínuo intercâmbio entre pessoas e ideias. Para ele, a colaboração não é uma obrigação, mas a essência do ofício.
Num mundo onde o design é todos os dias mais humano, Hans acredita que a arquitetura deve honrar tanto a dignidade como a funcionalidade. Diz: "O nosso meio revela quem somos. Os espaços em que vivemos, os locais onde aprendemos, os sistemas com que vemos os nossos pais lidar, tudo isto molda a nossa identidade. Tornamo-nos o reflexo dos espaços que nos abraçam."
Basta trabalhar pouco tempo com Hans para perceber claramente: ele não desenha apenas casas, mas lugares onde as pessoas silenciosamente encontram o verdadeiro sentido de lar.